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Archive for the ‘Atrium’ Category

O Atrium (ou Átrio) era a entrada principal da casa romana. Era em torno do Atrium, que se desenvolvia os outros cômodos da casa. O Atrium fornecia a luz necessária às divisões que o circundavam; nomeadamente: O Triclinium; utilizado para as refeições. O Tablinum; escritório do dono da casa, utilizado como sala de reunião com pessoas que não fossem da família. O Cubiculum; quartos de dormir, e, apenas nas casas mais ricas: O Balneum; verdadeiros termas romanos em escala menor. Muitas casas romanas ainda tinham um segundo Peristylium, o jardim.

As casas romanas possuíam duas utilizações distintas ao longo do ano. O inverno era vivido no Atrium, com o sol a penetrar pelo Compluvium, e o Verão era aproveitado à sombra fresca da galeria do Peristylium.

Réplica de um Atrium romano clássico: O Compluvium inundava a casa de luz.

No verão, o Atrium exercia uma função mais formal na casa romana, ficando as atividades de lazer restritas ao Peristylium. O lazer no Atrium acontecia apenas no inverno, no caso desta pintura de Gustave Boulange, um concerto de flautas. (The Flute Player, 1861.)

O Atrium era construído com todo o esplendor e magnificência que a riqueza do dono permitia. As características mais evidentes do Atrium eram o Compluvium e o Impluvium.

No Atrium exemplos de Compluvium e Impluvium

O Impluvium é uma rasa bacia de mármore, ricamente esculpida e decorada com figuras em relevo. Era destinado à coleta da chuva que caia pelo Compluvium. As colunas de suporte eram feitas de mármore ou cara madeira. Entre esses pilares, ao longo das paredes, estátuas e outras obras eram colocadas. Junto ao impluvium, quase sempre havia um chafariz de mármore.

O Compluvium era uma pequena abertura no telhado, feito para permitir a entrada de luz natural em todos os cômodos da casa.

A decoração do Atrium nas casas da roma antiga impressionava pela riqueza de mosaicos e afrescos. (Reprodução digital da Casa di Paquius Proculus em Pompéia, Itália)

Ruínas do Atrium na Casa dei Cei em Pompéia, Itália

Ruínas do Atrium na Casa do Fauno em Pompéia, Itália

Ilustração hipotética do Atrium na Casa del Fauno (The House of the Faun) em Pompéia, Itália.

O Impluvium era uma piscina rasa afundada no chão para coletar a água da chuva. Alguns exemplos em ruínas estão muito bem decorados. A abertura no teto acima do impluvium, chamado de Compluvium e suas maneiras de se apoiar, é que se percebe os estilos diferentes de Atrium.

Ruínas de um Impluvium: Sempre em mármore trabalhado, coletava a água pluvial proveniente do Compluvium

Na pintura neoclássica The Discourse, Alma-Tadema recria em detalhes o mármore e os relevos do Impluvium.

Denominações de Atrium
Tuscanium Atrium: Este tipo não tinha colunas. O peso do teto era sustentado por vigas, embora caro para construir, este parece ter sido o tipo mais generalizado de Atrium na casa romana.
Tetrastylum Atrium: Este tipo tinha uma coluna em cada canto do impluvium.
Corinthium Atrium: Este tipo era semelhante ao tetrastylum mas tinha uma maior abertura no teto e um maior número de colunas.
Displuviatum Atrium: De telhado inclinado, não conseguia conter grandes chuvas, que fugiam para outros pontos que não dentro do impluvium.
Testudinatum Atrium: Este Atrium nao tinha nenhuma abertura em todo o teto e foi visto apenas em casas pequenas e de pouca importância.

Réplica: Atrium da Casa dei Dioscuri em Pompéia, Itália, fielmente recriada em Pompejanum, Alemanha.

Réplica: Atrium da Casa dei Dioscuri em Pompéia, Itália, fielmente recriada em Pompejanum, Alemanha.

O Atrium era um cômodo ricamente decorado, no chão se assentavam mosaicos elaborados e nas paredes, pinturas e afrescos. Quase sempre, abrigavam um Lararium; pequeno “oratório” para os deuses do lar. Por vezes, era também no Atrium que se expunha o busto do dono da casa.

“No Atrium, o cidadão recebia seus clientes.

No Atrium, parabenizava-se o marido por seu casamento.

No Atrium, o corpo do cidadão se despedia do mundo, quando o orgulho da vida acabava”

Um elaborado Impluvium: Relevos em mármores e estátuas mitólogicas. (At Maecenas Reception, pintado por Stepan Bakalovich, 1890.)

A pintura neoclássica recriava artisticamente a atmosfera da antiguidade. (A Pompeian interior, pintado por Luigi Bazzani, 1882.)

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